Black Mirror Black Mirror não é uma série contínua, mas cada episódio é uma bomba de reviravoltas tecnológicas e morais. Criada por Charlie Brooker, explora os efeitos colaterais da tecnologia moderna em sociedades distópicas. No Brasil, episódios como “San Junipero” (final feliz surpreendente), “White Christmas” (consciência digital aprisionada) ou “USS Callister” (jogo baseado em vingança misógina) viralizaram por seus finais inesperados. A genialidade está em começar com premissas plausíveis —redes sociais com classificação, implantes de memória, robôs assassinos— e levar a consequências extremas. Quase sempre, o último ato subverte tudo: o herói vira vilão, a utopia vira pesadelo, ou a realidade se revela simulada. “Playtest”, por exemplo, condensa uma vida inteira em segundos; “Shut Up and Dance” mostra que a vítima pode ser o verdadeiro monstro. Black Mirror não quer entreter: quer perturbar. Suas reviravoltas não são para choque, mas para reflexão. Cada episódio termina com o espectador questionando seu próprio uso da tecnologia. É uma série de espelhos —e o mais assustador é o que reflete a nós mesmos.
Adicionar Comentário + Votar ( 1 )...
Ainda não há comentários!