The Good Place The Good Place começa como uma comédia sobre o céu (“O Bom Lugar”), onde Eleanor Shellstrop, uma mulher egoísta, é enviada por engano após sua morte. Mas no final do primeiro episódio, já há uma reviravolta: ela não pertence ali. A verdadeira genialidade surge no final da primeira temporada, quando se revela que, na verdade, todos estão no Bad Place —um experimento torturante disfarçado de paraíso. No Brasil, a série foi amada por misturar ética filosófica com humor absurdo. Cada temporada termina com um cliffhanger que redefine as regras do universo: os personagens morrem e renascem repetidamente; o sistema de pontuação moral é falho; e, eventualmente, até os próprios arquitetos do além se tornam humanos. A série explora temas profundos —redenção, livre-arbítrio, empatia— com leveza e inteligência. Seus giros não são só narrativos, mas conceituais: o que é o bem? Podemos mudar? O final, em que os personagens aceitam a impermanência da existência, é um dos mais belos da TV. The Good Place prova que comédia pode ser tão surpreendente quanto drama —e muito mais sábia.
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