Baleia-cinzenta (Eschrichtius robustus) A baleia-cinzenta é celebrada por realizar uma das migrações mais longas entre mamíferos: até 20.000 km anuais entre os mares de alimentação no Ártico e as lagoas de reprodução no México. Reconhecível por sua coloração marmorizada e ausência de barbatana dorsal, prefere águas rasas, onde se alimenta de organismos bentônicos, sugando sedimentos e filtrando presas com suas cerdas. Historicamente caçada quase à extinção, a população do Pacífico Leste se recuperou e é hoje um símbolo de sucesso da conservação, atraindo turistas para observar filhotes nas lagoas mexicanas. No entanto, a pequena população do Atlântico já desapareceu, e a do Pacífico Ocidente (perto da Coreia e Rússia) está criticamente ameaçada, com menos de 200 indivíduos. Recentemente, avistamentos incomuns no Atlântico e Mediterrâneo sugerem mudanças drásticas em seus padrões, possivelmente ligadas ao derretimento do gelo ártico. Sua jornada épica lembra a interconexão dos oceanos — e a responsabilidade humana em mantê-los navegáveis.
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