Império Jemer (Camboja, c. 802–1431 d.C.) No auge, governou grande parte do sudeste asiático desde Angkor, uma metrópole de mais de um milhão de habitantes com templos como Angkor Wat e um sofisticado sistema hidráulico de reservatórios e canais. Era hinduísta, depois budista, com uma burocracia teocrática altamente organizada. Em meados do século XV, Angkor foi abandonada. A teoria tradicional aponta invasões siamesas, mas evidências arqueológicas mostram que o colapso foi gradual e multifatorial: mudanças climáticas extremas (secas seguidas de monções violentas) danificaram a infraestrutura hídrica, enquanto a conversão ao budismo theravāda enfraqueceu a ideologia real divina. A elite simplesmente mudou-se para Phnom Penh, deixando a selva devorar os templos. O enigma não é só o abandono, mas por que uma civilização tão resiliente não se recuperou. Angkor caiu não com uma batalha, mas com um suspiro — e o mundo só redescobriu sua glória no século XIX.
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