Império Cuxita (Reino de Kush, c. 1070 a.C.–350 d.C.) Situado ao sul do Egito, no atual Sudão, Kush floresceu às margens do Nilo, chegando a conquistar o próprio Egito durante a 25ª Dinastia. Construiu pirâmides — mais estreitas e numerosas que as egípcias — e desenvolveu a escrita meroítica, parcialmente decifrada, mas cuja língua ainda é desconhecida. Após séculos de riqueza baseada no comércio de ouro, marfim e escravos, o império entrou em declínio. Embora frequentemente atribuído à ascensão de Axum (Etiópia), não há evidência clara de conquista militar decisiva. Mudanças climáticas, esgotamento de recursos e desvio de rotas comerciais podem ter contribuído. O mais intrigante é que, apesar de sua grandiosidade, Kush foi marginalizado na historiografia ocidental por séculos, tratado como “cópia” do Egito. Sua cultura única — mescla de tradições africanas e influências egípcias — desapareceu sem crônicas próprias, deixando apenas ruínas e uma escrita muda que resiste à decodificação completa.
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