Cultura Nazca (Peru, c. 100 a.C.–800 d.C.) Conhecida mundialmente pelas Linhas de Nazca — geoglifos gigantescos visíveis apenas do céu —, esta sociedade do deserto peruano dominava engenharia hidráulica com puquios (poços subterrâneos) que ainda funcionam hoje. Sua cerâmica policromática e têxteis revelam uma cosmologia rica, centrada em rituais de fertilidade e água. Porém, por volta de 750 d.C., desapareceu abruptamente. Estudos apontam que a derrubada excessiva de árvores para agricultura levou à desertificação irreversível, tornando a terra infértil. Sem vegetação, chuvas torrenciais causaram enchentes catastróficas, seguidas de seca prolongada. O mais misterioso não é só o colapso ecológico, mas o propósito das linhas: teorias variam de calendários astronômicos a pistas de pouso alienígenas, embora a maioria dos arqueólogos as veja como caminhos rituais ligados à água. Nazca mostra como uma civilização pode ser ao mesmo tempo genial e autodestrutiva — e como o deserto pode guardar seus segredos por séculos.
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