Rinoceronte-branco (Ceratotherium simum) O rinoceronte-branco pode viver entre 40 e 50 anos na natureza, com indivíduos em cativeiro chegando aos 55 anos. Sua longevidade é sustentada por seu grande tamanho, que reduz a predação na fase adulta, e por hábitos alimentares especializados em pastagem, permitindo acesso constante a alimento em savanas africanas. Vivem em grupos semi-sociais, com fêmeas e filhotes formando núcleos estáveis, enquanto machos adultos tendem à territorialidade solitária. A maturidade sexual tardia (fêmeas aos 6–7 anos, machos aos 10–12) e intervalos longos entre nascimentos (2,5–3 anos) refletem uma estratégia reprodutiva de “qualidade sobre quantidade”. Infelizmente, sua vida longa é brutalmente interrompida pela caça furtiva por chifres, cuja demanda no mercado negro persiste apesar de não ter valor medicinal comprovado. Classificado como “Perto de Ameaçado” (subespécie sul), mas o rinoceronte-branco-do-norte está funcionalmente extinto. Cada rinoceronte idoso representa décadas de resistência — e um chamado urgente para acabar com o tráfico de vida selvagem.
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