Boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis)

Os dez mamíferos com maior longevidade

Boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis) O boto-cor-de-rosa, ou iuçara, pode viver mais de 30 anos na natureza, com estimativas sugerindo que alguns indivíduos alcancem até 40 anos — uma longevidade notável para um cetáceo de água doce. Sua vida longa está associada a um ambiente relativamente estável nos rios da Amazônia, baixa pressão predatória na fase adulta e comportamentos sociais que favorecem a sobrevivência. Machos demoram cerca de 10 anos para atingir maturidade sexual, e as fêmeas dão à luz a cada 2 a 3 anos após gestação de 11 meses, investindo intensamente no cuidado dos filhotes. Sua coloração rosada intensifica-se com a idade, tornando os mais velhos visualmente distintos. Apesar de sua resiliência histórica, enfrenta ameaças crescentes: captura acidental em redes de pesca, poluição por mercúrio de garimpos, construção de hidrelétricas e desmatamento. Classificado como “Em Perigo” pela IUCN, sua longevidade agora é comprometida pela rápida degradação do ecossistema amazônico. Proteger o boto significa preservar não só uma espécie simbólica, mas também um indicador-chave da saúde dos rios que sustentam milhões de pessoas.

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