Escrita Tartéssica Encontrada em inscrições curtas no sudoeste da Península Ibérica (séculos VII–V a.C.), usa um alfabeto derivado do fenício, mas registra uma língua não identificada — possivelmente tartéssica, língua do mítico reino de Tartessos. As inscrições, em pedra, cerâmica e placas de prata, têm até 80 caracteres, mas carecem de contexto claro. Alguns especialistas veem traços indo-europeus; outros, língua isolada pré-celta. A mais famosa é a Placa de Carriazo, com símbolos organizados em linhas, sugerindo prosa, não só nomes. O problema é que Tartessos desapareceu antes da chegada dos romanos, sem deixar registros históricos próprios. Sua escrita é como um telegrama cifrado de uma civilização rica em metais, aliada de Fenícios e elogiada por Heródoto — mas cuja voz se perdeu nas minas de prata e nos pântanos do Guadalquivir.
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