Escrita Isthmian (ou Epi-Olmeca)

Os dez sistemas de escrita antiga não decifrados do mundo

Escrita Isthmian (ou Epi-Olmeca) Encontrada em estelas e esculturas da costa do Golfo do México (c. 500 a.C.–200 d.C.), essa escrita mesoamericana usa glifos complexos que combinam elementos pictográficos e abstratos. Associada à cultura epi-olmeca, pode ser ancestral dos sistemas maias e zapotecas. Alguns glifos parecem datas do calendário mesoamericano, sugerindo uso ritual ou histórico. Em 1993, um pesquisador afirmou tê-la decifrado como proto-mixe-zoque, língua dos olmecas, mas a hipótese é controversa e não aceita amplamente. O principal obstáculo é o número limitado de inscrições (menos de 20) e a má preservação. Sem um “Rosetta mesoamericana”, a escrita isthmiana permanece na fronteira entre arte simbólica e linguagem plena. Se for verdadeiramente escrita, seria uma das mais antigas das Américas — mas, por enquanto, suas mensagens dormem em silêncio nas pedras do Istmo de Tehuantepec.

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Raquel - 2025-12-03Topo

A escrita Isthmian (ou Epi-Olmeca) é um sistema não decifrado utilizado na região do Istmo de Tehuantepec, no México, aproximadamente entre 500 a.C. e 500 d.C. Conhecida por poucas inscrições monumentais, como a da Estela de La Mojarra, ela combina elementos logográficos e silábicos. Apesar das tentativas, a ausência de uma língua conhecida relacionada e a escassez de textos impede sua decifração, mantendo-a como um dos enigmas mais desafiadores da Mesoamérica pré-colombiana.

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