Mindhunter Mindhunter explora as origens do perfil criminal no FBI durante os anos 1970, quando agentes começaram a entrevistar assassinos em série para entender seus padrões. Baseada em fatos reais, a série mergulha na psique do mal com frieza clínica, mas também examina o custo emocional dessa exposição. No Brasil, foi elogiada pela direção precisa de David Fincher e pelo roteiro cerebral. Holden Ford, idealista e empático, contrasta com Bill Tench, cético e disciplinado, enquanto Wendy Carr traz a perspectiva acadêmica. Juntos, eles entrevistam figuras como Ed Kemper, Charles Manson e Jerry Brudos, cujas falas perturbadoras ecoam muito além das celas. A série não tem tiroteios nem perseguições —o suspense está nos olhos, nas pausas, nas palavras. O grande vilão não é um homem, mas a banalização do mal. Mindhunter mostra como tentar compreender o monstro pode transformar o caçador em presa. Sua interrupção após duas temporadas deixou fãs frustrados, mas seu legado permanece: provou que o terror mais eficaz é o que habita a mente humana —e que às vezes, investigar o abismo faz com que ele nos observe de volta.
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