Fleabag (Reino Unido) O final de Fleabag é magistral em sua simplicidade emocional. Após duas temporadas de humor ácido e vulnerabilidade crua, Fleabag alcança autoconhecimento e decide seguir sozinha, sem depender do olhar alheio — nem mesmo do Padre, por quem se apaixonou. A última cena, onde ela caminha na rua e, pela primeira vez, não olha para a câmera (nem pede ajuda ao público), simboliza emancipação. Phoebe Waller-Bridge entrega um desfecho feminino, íntimo e revolucionário: a heroína não precisa de um homem, nem de um final romântico, apenas de si mesma. O silêncio final, após tantas quebras de quarta parede, é ensurdecedor e libertador. É um adeus perfeito — doloroso, mas necessário — que celebra a solidão como escolha, não punição. Uma obra-prima de economia narrativa e profundidade emocional.
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