Mulheres de Areia Mulheres de Areia, original de 1973 e regravada em 1993, é uma das novelas mais emblemáticas da dramaturgia brasileira por seu uso magistral do duplo papel. Vivida por Glória Menezes na primeira versão e por Claudia Raia na segunda, a trama acompanha as gêmeas Ruth e Raquel, com personalidades opostas: uma meiga e submissa, a outra ambiciosa e manipuladora. Após a morte de Ruth, Raquel assume sua identidade, gerando conflitos familiares intensos, especialmente com o marido da irmã, Tonho. No Brasil, a novela marcou pela profundidade psicológica e pelo debate sobre identidade, lealdade e maternidade. A família enlutada, incapaz de perceber a troca, simboliza como o luto pode cegar até os mais próximos. A versão de 1993 trouxe maior dramaticidade e explorou melhor o universo feminino, com direito a cenas antológicas de confronto entre as duas faces de uma mesma mulher. Mulheres de Areia ensina que a aparência engana, mas que o coração de uma família, quando verdadeiro, sempre busca a luz —mesmo sob camadas de areia e mentira.
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