Macaco-prego (Sapajus spp.) O macaco-prego, nativo do Brasil, vive em grupos de 10 a 30 indivíduos com hierarquias sociais fluidas e alianças estratégicas. São mestres no uso de ferramentas: usam pedras para quebrar cocos, galhos para extrair insetos e até folhas como esponjas. Essas habilidades são aprendidas por observação e prática, variando entre populações — evidência clara de cultura. Comunicam-se com dezenas de vocalizações, expressões faciais e gestos. Cooperam na vigilância contra predadores e no cuidado de filhotes, com indivíduos “babás” assumindo papéis importantes. Machos jovens migram entre grupos, evitando endogamia e transferindo conhecimentos. Sofrem com desmatamento, tráfico e perseguição em áreas rurais. Projetos como o Instituto Caracol, no Piauí, documentam sua cultura material e promovem corredores florestais. Sua inteligência social rivaliza com a de grandes símios, destacando a riqueza cognitiva da fauna neotropical.
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