Império de Harsha (Índia do Norte) Entre 606 e 647 d.C., o rei Harsha unificou grande parte do norte da Índia após o vácuo deixado pelo colapso dos Gupta. Com capital em Kannauj, seu império era notável pela tolerância religiosa (patrocinava budismo, hinduísmo e jainismo), justiça eficiente e florescimento cultural. O viajante chinês Xuanzang, que o visitou, elogiou sua generosidade, segurança nas estradas e festivais públicos. Harsha escreveu peças teatrais e promoveu debates filosóficos. Contudo, após sua morte sem herdeiro claro, o império desintegrou-se rapidamente. O enigma é sua natureza: era um verdadeiro império ou uma federação frágil? Fontes são escassas — quase tudo o que sabemos vem de Xuanzang e inscrições isoladas. Além disso, poucas ruínas sobreviveram. Harsha representa um momento brilhante, porém efêmero, de unidade indiana antes da fragmentação medieval. Esquecido em favor de impérios posteriores como o Mogol, seu legado é um lembrete de que a grandeza pode ser breve — e ainda assim transformadora.
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